Qual é o primeiro passo para tratar a obesidade em crianças e adolescentes? Para a Organização Mundial da Saúde, a resposta não está em remédios nem em cirurgias. Está na rotina: alimentação, hábitos e movimento. E poucos profissionais estão tão bem posicionados para ajudar nisso quanto o professor de Educação Física.
Nesta semana, a OMS divulgou suas primeiras diretrizes sobre o tratamento da obesidade infantil. Neste artigo, você vai entender o que o documento recomenda, o que a ciência mostra sobre a falta de atividade física entre os jovens e por que esse cenário valoriza a carreira de quem escolhe a licenciatura em Educação Física.
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ToggleAs diretrizes foram divulgadas em 7 de outubro de 2026, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo repercutida pelo Diário do Grande ABC. São dois documentos: um para crianças com menos de 10 anos e outro para adolescentes de 10 a 19 anos.
Os pontos principais:
A organização também incentiva os países a criarem espaços ativos, como praças e ciclovias, e a investirem em educação em saúde.
O tamanho do desafio ajuda a entender a urgência. Segundo a OMS, em 2024, cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com obesidade no mundo. Nessa faixa etária, a prevalência quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.
Se o movimento é parte do tratamento, há um problema: a maioria dos adolescentes não se mexe o suficiente. Um estudo publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health, feito por pesquisadores da própria OMS, analisou 298 pesquisas populacionais com 1,6 milhão de participantes em 146 países.
O resultado foi claro: em 2016, cerca de 81% dos adolescentes de 11 a 17 anos não atingiam a recomendação mínima de atividade física, que é de 60 minutos diários de atividade moderada a vigorosa. Entre as meninas, o índice era ainda maior do que entre os meninos.
Os autores apontam que a diferença entre os sexos pede atenção especial. Muitas meninas se afastam do esporte na adolescência por falta de oportunidades, por insegurança com o corpo ou por atividades que não dialogam com seus interesses. Esse é um ponto em que a escola pode fazer muita diferença.

A escola é um dos poucos espaços que alcançam quase todas as crianças e adolescentes, de todas as classes sociais. Lá, eles passam boa parte do dia, durante muitos anos. Isso faz dela uma peça-chave em qualquer estratégia de saúde pública.
O debate sobre o ambiente escolar já vinha avançando em outras frentes. A cantina sem salgadinho, por exemplo, mostra como a alimentação oferecida na escola entrou na pauta. Agora, com as diretrizes da OMS, o movimento ganha o mesmo destaque.
E aqui entra a Educação Física escolar. Bem planejada, ela vai muito além de “liberar a bola”. Ela pode:
As diretrizes reforçam que o tratamento precisa respeitar a idade, a cultura e os interesses de cada jovem. Isso exige um profissional que entenda de corpo, mas também de gente. O licenciado em Educação Física reúne essas duas dimensões.
Na prática, o professor pode:
Fora da escola, as oportunidades também crescem. Projetos sociais, programas municipais de esporte e lazer e ações de promoção da saúde precisam de profissionais preparados para trabalhar com crianças e adolescentes.
As novas diretrizes da OMS colocam a prevenção e os hábitos saudáveis no centro do debate. Para quem pensa em carreira, isso significa estabilidade: a docência na educação básica tem demanda constante em concursos e na rede privada, e a área de promoção da saúde ganha espaço em políticas públicas.
É também uma profissão com propósito. Poucas carreiras permitem acompanhar tão de perto o desenvolvimento de uma criança e influenciar hábitos que vão durar a vida inteira. Um bom professor de Educação Física pode ser o responsável pelo primeiro contato de um aluno com o esporte que ele vai praticar por décadas.
Se você é apaixonado por esporte e movimento e quer transformar vidas na escola e na comunidade, conheça a Licenciatura em Educação Física Semipresencial da Unifacvest. O curso tem nota máxima no MEC, 48 meses de duração e disciplinas como Fisiologia do Exercício, Educação Física Adaptada e metodologias de ensino de diversos esportes. As turmas começam todo dia 1º. Faça sua inscrição.
O tratamento deve começar por mudanças no estilo de vida, com alimentação adequada, atividade física e estratégias comportamentais, com participação da família por pelo menos seis meses.
A OMS recomenda, em média, pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa para jovens de 5 a 17 anos.
Ele dá aulas na educação básica e pode atuar em projetos sociais, programas de esporte e lazer e ações de promoção da saúde.
O curso semipresencial tem duração de 48 meses, com início das turmas todo dia 1º.